Ligas metálicas: o que são e quais os principais tipos de mistura de metais?

As ligas metálicas são utilizadas na construção civil, aviação, nas indústrias automotivas e aeronáuticas, só para falarmos dos seus usos mais comuns. São também, item sempre presente na composição da maior parte das joias conhecidas.

Compreender o que são essas ligas e como funcionam é muito importante para avaliar corretamente uma pedra incrustada em metal e compreender, ao adquirir ou vender um colar ou brinco, se o metal que se está comprando é puro ou resultado de uma mistura de alguma espécie.

Leia até o fim e saiba o que são ligas metálicas, suas características e os tipos mais comuns que podem ser encontrados!

O que são ligas metálicas

Para que haja uma liga metálica, é necessário que uma mistura apresente dois ou mais elementos e que pelo menos um deles seja um metal. Também é preciso que o resultado da mistura tenha características metálicas.

O que justifica a formação das ligas é que, na maior parte das vezes, a mistura resultante não apresenta o mesmo comportamento do metal ou dos metais que a originaram. Trata-se, portanto, de um material diferente, com características próprias.

Como elas funcionam

Assim, certas propriedades variam quando os metais são misturados entre si ou com outras substâncias. O ponto de fusão, a dureza e a resistência são os principais fatores que mudam, o que faz muita diferença na utilização final da mistura.

O ouro, por exemplo, é medido em quilates, e essa medida serve justamente para quantificar a proporção de outros metais (mais comumente prata e cobre) que foi misturada a ele para compor a joia.

Essas misturas são necessárias, por exemplo, para que o ouro se torne mais duro e a peça que ele compõe, por consequência, mais resistente. Para essa finalidade, podem ser adicionados a ele o zinco, paládio ou níquel, além da prata e do cobre, já mencionados.

Quais são os tipos de ligas metálicas

A divisão das ligas metálicas pode ser feita segundo diferentes critérios. O mais comum e utilizado no mercado é aquele que faz a diferenciação entre ligas ferrosas e não ferrosas.

As ligas ferrosas, como o nome indica, têm o ferro como seu elemento principal. O aço é o exemplo mais comum. Já as ligas não ferrosas incluem o amálgama (cujo principal elemento é a prata), o cobre (que tem maioria do elemento estanho) e, claro, todas as ligas formadas tendo o ouro como elemento principal.

Ou seja, na confecção de quase todas as joias, são formadas ligas metálicas não ferrosas. O ouro 18 quilates é uma liga metálica, enquanto o de 24 quilates não é uma liga, mas o ouro em estado puro.

Dentre as diversas aplicações das ligas metálicas, estão a maior parte das joias que conhecemos. E é por meio dessas misturas que se chega, artisticamente, a resultados tão brilhantes e charmosos quanto aqueles que vemos nas joalherias.

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