Você com certeza já se perguntou sobre o que é pérola e como essa joia tão apreciada se forma. De modo resumido, sua produção ocorre por meio das ostras, animais do filo dos moluscos que vivem no fundo do mar. Assim, elas expelem a pérola como mecanismo de defesa quando objetos estranhos penetram em seu organismo.

O cultivo de pérolas hoje em dia ocorre de maneiras variadas, seja em água salgada ou doce. Sendo alvo do setor joalheiro por sua raridade e preciosidade, o consumidor aposta na pérola em diversos formatos, cores e qualidades. E não é de hoje: quantas vezes vemos as pérolas em filmes de época, ostentadas em colares e pulseiras?

As mudanças no mercado da pérola

Bom, antes de mais nada é bom dizer que as pérolas podem ou não ser geradas naturalmente. É possível também cultivá-las, mas a variedade esférica e a raridade das naturais as tornam, com certeza, mais valiosas.

Por meio do processo de cultivo, é preciso esperar a ostra atingir certa maturidade para o início da produção, o que pode levar até 3 anos. É necessário manter os animais em local adequado e propício, para que seu desenvolvimento seja ideal.

O mercado das pérolas atualmente se destaca por sua grande variedade. As pérolas são eternizadas no mundo da moda e nas grandes joalherias mundo afora. Assim, essas joias aparecem hoje em dia totalmente repaginadas! Os brincos de pérola e os colares são exemplos disso, variando em cores e modelos.

A raridade das pérolas é muito grande, pois a quantidade de joias que se produz hoje, com qualidade para venda, é pequena. Afinal, é possível aproveitar apenas cerca de 5% das pedras na conclusão do processo, o que contribui para o seu alto valor de mercado.

O mercado de pérolas na China

A princípio, hoje é difícil distinguir uma pérola natural de uma cultivada. Isso porque, na Europa do século XIX, a produção de pérolas de forma induzida obteve êxito e tornou-se presente no mercado.

A China foi o país que descobriu a possibilidade de cultivo em água doce, começando a produzir pérolas de boa qualidade nos anos 80. Hoje, a nação é líder no mercado de pérolas de água doce, sobretudo através dos mexilhões!

Aliás, muita gente não sabe, mas alguns mexilhões de água doce são capazes de produzir pérolas. Por muito tempo se acreditou que era uma tarefa exclusiva das ostras, mas hoje as descobertas nos levam para um outro cenário, levantando novas possibilidades para o mercado das pérolas.

Os Tipos de Pérolas

O que define o brilho e a luminosidade da pérola é o nácar, secreção que a ostra expele quando entra em contato com corpos estranhos. Porém, a localidade em que se cultiva também influencia em seu formato, tamanho e cor!

Assim, existem as pérolas naturais e as cultivadas em água doce ou salgada. Vamos entender um pouco mais sobre cada uma delas aqui embaixo:

Pérolas Naturais

São as mais raras, e sua coleta pode ser dificultada pelas regiões inóspitas em que as ostras habitam. Por muito tempo, foram o único tipo de pérola presente no mercado, mas hoje o cultivo induzido já ocupa a maioria das joalherias ao redor do mundo.

Pérola de Água Salgada

As pérolas de água salgada Akoya são cultivadas principalmente na China e no Japão. Esse tipo de pérola é proveniente das menores ostras do mundo, tendo diâmetro inferior à da maioria das pedras. São perfeitamente esféricas e possuem tonalidades variáveis, entre o branco e o creme.

As Pérolas dos Mares do Sul, por sua vez, estão mais presentes na Austrália, Indonésia e Filipinas. Essas joias são as maiores, variando entre 9 mm e 20 mm, em tonalidades brancas, douradas ou creme. O ambiente em que são cultivadas é muito propício e adequado ao desenvolvimento, por isso tornam-se muito raras e apreciadas.

As pérolas negras (do Tahiti)

As pérolas cultivadas nessa região também são de água salgada. Podem também existir em algumas ilhas e lagoas da Polinésia Francesa, não se restringindo apenas ao Tahiti. Sua principal característica é a variedade, seja de tonalidades ou diâmetros, que variam de 8 mm a 16 mm. Aparecem em diversas cores, incluindo cinza, azul, verde e sobretudo as pérolas negras.

As pérolas de água doce

O cultivo em água doce também se tornou muito comum entre os produtores de pérolas. O molusco utilizado é geralmente o mexilhão, animal cujo desenvolvimento é acompanhado até as etapas finais.

Pérolas Arroz

As pérolas do tipo arroz se chamam assim por conta de seu formato. São de formato pequeno e é possível encontrá-las principalmente na China, desenvolvendo-as em rios e lagos.

Pérolas Barrocas

Já as pérolas barrocas são aquelas que não têm formato definido. Podem ser mais arredondadas, alongadas ou até mesmo pouco esféricas, e é possível encontrá-las em água doce ou salgada em diversas tonalidades.

Enfim, existem outros tipos de pérolas, mas essas são as principais. Também é muito comum confundir pérolas verdadeiras com falsificadas, e por isso é preciso prestar muita atenção ao fabricante e qualidade da peça.

A joalheria e o design “moderno” das pérolas

Hoje em dia, não é apenas o cultivo da pérola que ganha novas formas. Os grandes designers mais conhecidos mundo afora já apostam em novas abordagens e maneiras de criar suas joias. Assim, trazem a pérola para o mundo contemporâneo desvinculando-a dos looks “senhora”.

Joalherias famosas como a Cartier, Van Cleef e Chopard já adaptam o uso da pérola em suas coleções recentes. Dessa forma, designers exploram diversos formatos, abrindo mão de priorizar apenas as redondinhas e totalmente brancas. Interessante, não é? Assim, outro costume atual é também combinar a pérola com outras pedras na criação das joias, conferindo modernidade às fabricações.

Conclusão

Hoje, falamos um pouco sobre algumas novidades do mercado da pérola e sua permanência no mercado joalheiro, após todos esses anos.

Para continuar se informando sobre o mundo das joias, acompanhe o blog da Compro Ouro BH para mais informações! Confira também outras curiosidades. Até mais!